NOTÍCIAS

31/07/2017

CONHEÇA A FAZENDA CATUÇABA, UM MISTO DE CASA E HOTEL

 

A fachada colonial do casarão, que abriga a recepção, a cozinha e o quarto de Emmanuel.

Imagine um lugar onde você come o que foi colhido na horta e no pomar, pode dormir na rede, dentro de uma oca indígena, e depois tomar café coado, andar a cavalo ou nadar no lago. Tudo isso numa paisagem verde deslumbrante, pontuada por borboletas coloridas, em que os únicos ruídos vêm da natureza, como o barulho da cascata próxima ao casarão. A vida passa devagar na Fazenda Catuçaba, e isso não é um problema. Não há televisão e o sinal do celular não pega – já o wi-fi precisa ser liberado para quem chega. Desde que transformou a antiga propriedade cafeeira em hotel, o francês Emmanuel Rengade recebe visitantes do mundo todo, gente que procura justamente esse ritmo mais lento e gosta de vida ao ar livre, experiências bucólicas, comida caseira e, claro, conforto. Emmanuel, porém, não nos deixa esquecer que a fazenda também é o local em que escolheu morar e a base de apoio para a cabana de madeira que divide com os filhos (mostrada aqui). “Acima de tudo, aqui é uma casa. Não costumo falar em hotelaria, mas, sim, em hospitalidade, porque essa palavra representa a vontade de cuidar das pessoas”, conta ele. “Colocamos isso em prática por meio da alimentação orgânica, da valorização do bem-estar e da maneira com que acolhemos a todos”.

O casarão mostra bem a preocupação com a hospitalidade em todos os ambientes. A entrada dos visitantes é feita por uma portinha lateral, e só isso já traz a sensação de ser bem acolhido. Apesar do pé-direito alto e dos janelões típicos das construções coloniais, a madeira rústica e o décor com zero afetação quebram qualquer sensação de imponência que a arquitetura poderia proporcionar. Junto de peças antigas há, aqui e ali, móveis de design moderno e contemporâneo, resultado da paixão por criações brasileiras – até os irmãos Campana foram chamados para projetar o paisagismo de um pedaço do terreno. “Aqui não há decorador. Vou colocando os objetos aos poucos: lembranças de viagens, presentes de amigos e muitas referências à própria história do local”, explica Emmanuel. Na sede há apenas um quarto, reservado para o empresário, sendo que os demais ficam em pequenos chalés de alvenaria dispostos ao redor. Quem quiser mais aventura, pode dormir numa das 18 redes da oca, construída por índios do Xingu trazidos especialmente para esse trabalho. “No fundo, mais do que dono, acho que sou o guardião desta terra. Sinto que é responsabilidade minha cuidar da relação autêntica entre as pessoas e a natureza e, principalmente, manter a coerência deste lugar”, afirma.

Faça um tour pelo local:



Matéria publicada por Casa Claudia em 29 de julho de 2017

1° FOTO. A fachada colonial do casarão, que abriga a recepção, a cozinha e o quarto de Emmanuel.

2° FOTO. A cadeira da linha Vime, dos irmãos Campana, se integra ao estilo rústico da sala de estar.

3° FOTO. O café da manhã é servido ao lado do fogão a lenha, que mantém o bule aquecido.

4° FOTO. Detalhe de um dos quartos de hóspedes.

5° FOTO. Lembranças de viagens e peças garimpadas estão espalhadas por toda a casa. Aqui, banco indígena da Galeria Estação e peça com assento de lã de Inês Schertel.

6° FOTO. Emmanuel tem uma coleção de carros antigos, que faz parte do charme do local. Aqui, o porta-malas está recheado de peças (da Futon Company, By Kamy e Dpot Objeto) para equipar as cabanas, lá no alto do morro.

7° FOTO. As janelas azuis da construção servem de moldura para o sofá de couro de segunda mão e o banquinho de Inês Schertel.

8° FOTO. Numa das salas de almoço, a mesa compartilhada favorece o convívio entre os hóspedes.

9° FOTO. Um dos quartos de hóspedes, que mantém a identidade casual do casarão. Os lençóis são da Buddemeyer, e o quadro, da fotógrafa Fernanda Preto.

10° FOTO. Índios do Xingu levaram uma semana para erguer a oca, onde é possível passar a noite ou só descansar.

11° FOTO. Deste antigo fogão saem pães, bolos e outras delícias feitas com ingredientes locais.

12° FOTO. Obra Portal do Sul (2011), de Pasha Radetzki, que participou de uma residência artística na fazenda.

CONHEÇA A FAZENDA CATUÇABA, UM MISTO DE CASA E HOTEL CONHEÇA A FAZENDA CATUÇABA, UM MISTO DE CASA E HOTEL CONHEÇA A FAZENDA CATUÇABA, UM MISTO DE CASA E HOTEL CONHEÇA A FAZENDA CATUÇABA, UM MISTO DE CASA E HOTEL CONHEÇA A FAZENDA CATUÇABA, UM MISTO DE CASA E HOTEL CONHEÇA A FAZENDA CATUÇABA, UM MISTO DE CASA E HOTEL CONHEÇA A FAZENDA CATUÇABA, UM MISTO DE CASA E HOTEL CONHEÇA A FAZENDA CATUÇABA, UM MISTO DE CASA E HOTEL CONHEÇA A FAZENDA CATUÇABA, UM MISTO DE CASA E HOTEL CONHEÇA A FAZENDA CATUÇABA, UM MISTO DE CASA E HOTEL CONHEÇA A FAZENDA CATUÇABA, UM MISTO DE CASA E HOTEL CONHEÇA A FAZENDA CATUÇABA, UM MISTO DE CASA E HOTEL

+voltar